Pangéia Libertária
Vamos derrubar as fronteiras nacionais!
Dizei aos senhores e governos: - ide!
Não há mais superiores pois somos iguais
A caminhar unidos pelo Mundo Livre
Sem mover de volta qualquer placa tectônica
Vamos todos formar uma nova Pangéia
Compor uma humanidade harmônica
Livre dos horrores da discriminação e da guerra
O Fogo contra a Morte
Governo !
Expressão dos poderosos
Condição de um povo enfermo...
Rebelião dos corajosos !
Ah...
Revolta.
Um grito de ira
Um grito de vida
O fogo que transforma !
Contraponto
Nem dá para acreditar
No pouco tempo que me resta
Quero fazer algo para transformar
Diante desse mundo destrutivo
Que ao menos deixe escrito
Meu grito estridente
Contra essa sociedade
Me levanto resistente
Um sentimento latente
De contra tudo isso protestar
Numa atualidade envolta em problemas
Mesmo com meu eu envolto em dilemas
Algo construtivo insisto em expressar
Gêneses Dois
Pó de um chão ardente
que penava sob o sol quente
Daquela longa noite
O vento sorrateiro
fazia poeira no teu meio
no caminhante dava açoite
-O vento está danado!
Diziam senhores preocupados
Que ora andando, ora parados
por cima daquele areiado
que esquentava sob seus calçados
a vida assim ganhavam.
Vendo os ares agitados
Mandaram um dos seus pra um lugar alto
e poder ver dali se tudo estava calmo
Logo ele voltou desesperado:
-Está vindo para este lado!
Então a viram despontar no horizonte...
um dos chefes pra correr havia gritado...
mas não havia como e nem pra onde.
Um dos digirentes exclamou frustado:
-Vamos nos dar mal!
Então vinha o vendaval
a sacudir a dunas do deserto
Imensa tempestade de areia ia formando
Os líderes a vendo violenta chegando
já sabiam que o próprio final era certo
A cidade fantasma acabou soterrada
As aves cantaram naquela alvorada
A vida, ainda sonolenta, despertava
Onde antes só havia alma penada
E o que dizer de cada trabalhador?
Enquanto somente grãos de areia
se achavam tão pequeninos
Mas se unidos, que bagaceira!
Quem se porá em seu caminho?
Cada revolucionário é um Criador
É a partícula encrenqueira
Que no morto universo primordial
Busca irradiar as companheiras...
Para a grande explosão inicial!
Agora onde tudo era ressecado
e só havia areia escaldante
Se vêem nascer riachos
e se multiplicar vida abundante
Aquela água de nova vida
ao pó da terra deu consistente liga
na beira dos veios d'água
vê-se o barro a movimentar inquieto
pois que tendo agora alma
esse barro tomou forma de bonecos
Que os ventos da liberdade sopraram os narizes
Recebendo fôlego, se levantaram
Aqueles ares novos respiraram
Surgiram então seres humanos felizes
Que entoaram de amor sincero uma canção
De novos sentimentos havia embriaguez
Em cada obra prima de uma criação...
que a si mesmo se fez!
Benditos os que se revoltaram
Pois a revolta a vida fez nascer
Esse mundo livre imaginaram...
que para a realização humana conduz
Ao se insurgirem contra o poder
Na verdade eles gritaram:
-Haja luz!
A raça humana agora caminha livre
por um paraíso que ela própria construiu
Aí verdadeiramente se vive
E a liberdade se instituiu
No jardim não há frutos proibidos
e tem um que é o preferido:
o da árvore da ciência e do conhecimento
que é ali considerado um excelente alimento.
Isso por ter um humano e real fundamento,
coisa que era impossível, na antiga era do tormento.
Com tantas novidades acabo disperso
Por entre as maravilhas daquele mundo liberto
Para meu azar do sonho então eu desperto
na podridão da realidade me vejo submerso
E ali só...
me vejo impotente...
Mas tenho um pró,
Sou persistente.
Um ponto agindo controverso
no antigo apático universo
Um grão de areia embalado pelo vento
Que no deserto morto, atreve movimento
Em me associar,
aos que querem transformar,
estou propenso.
Se esse aglutinar
perigo representar...
Estupendo!
Estarei por aí a exclamar:
- Povo! Te reduzem a pó,
te achas digno de dó?
Basta unir-te aos teus,
e terás força infinita sendo deus!
que penava sob o sol quente
Daquela longa noite
O vento sorrateiro
fazia poeira no teu meio
no caminhante dava açoite
-O vento está danado!
Diziam senhores preocupados
Que ora andando, ora parados
por cima daquele areiado
que esquentava sob seus calçados
a vida assim ganhavam.
Vendo os ares agitados
Mandaram um dos seus pra um lugar alto
e poder ver dali se tudo estava calmo
Logo ele voltou desesperado:
-Está vindo para este lado!
Então a viram despontar no horizonte...
um dos chefes pra correr havia gritado...
mas não havia como e nem pra onde.
Um dos digirentes exclamou frustado:
-Vamos nos dar mal!
Então vinha o vendaval
a sacudir a dunas do deserto
Imensa tempestade de areia ia formando
Os líderes a vendo violenta chegando
já sabiam que o próprio final era certo
A cidade fantasma acabou soterrada
As aves cantaram naquela alvorada
A vida, ainda sonolenta, despertava
Onde antes só havia alma penada
E o que dizer de cada trabalhador?
Enquanto somente grãos de areia
se achavam tão pequeninos
Mas se unidos, que bagaceira!
Quem se porá em seu caminho?
Cada revolucionário é um Criador
É a partícula encrenqueira
Que no morto universo primordial
Busca irradiar as companheiras...
Para a grande explosão inicial!
Agora onde tudo era ressecado
e só havia areia escaldante
Se vêem nascer riachos
e se multiplicar vida abundante
Aquela água de nova vida
ao pó da terra deu consistente liga
na beira dos veios d'água
vê-se o barro a movimentar inquieto
pois que tendo agora alma
esse barro tomou forma de bonecos
Que os ventos da liberdade sopraram os narizes
Recebendo fôlego, se levantaram
Aqueles ares novos respiraram
Surgiram então seres humanos felizes
Que entoaram de amor sincero uma canção
De novos sentimentos havia embriaguez
Em cada obra prima de uma criação...
que a si mesmo se fez!
Benditos os que se revoltaram
Pois a revolta a vida fez nascer
Esse mundo livre imaginaram...
que para a realização humana conduz
Ao se insurgirem contra o poder
Na verdade eles gritaram:
-Haja luz!
A raça humana agora caminha livre
por um paraíso que ela própria construiu
Aí verdadeiramente se vive
E a liberdade se instituiu
No jardim não há frutos proibidos
e tem um que é o preferido:
o da árvore da ciência e do conhecimento
que é ali considerado um excelente alimento.
Isso por ter um humano e real fundamento,
coisa que era impossível, na antiga era do tormento.
Com tantas novidades acabo disperso
Por entre as maravilhas daquele mundo liberto
Para meu azar do sonho então eu desperto
na podridão da realidade me vejo submerso
E ali só...
me vejo impotente...
Mas tenho um pró,
Sou persistente.
Um ponto agindo controverso
no antigo apático universo
Um grão de areia embalado pelo vento
Que no deserto morto, atreve movimento
Em me associar,
aos que querem transformar,
estou propenso.
Se esse aglutinar
perigo representar...
Estupendo!
Estarei por aí a exclamar:
- Povo! Te reduzem a pó,
te achas digno de dó?
Basta unir-te aos teus,
e terás força infinita sendo deus!
É preciso navegar para a vida conquistar
Por toda parte a me cercar
E a maré cada vez a subir
Estarei condenado a sucumbir?
Essa velha terra só está a afundar
O que haverá além-mar?
Um novo mundo podemos construir
Um vida plena conquistar
Quero para isso contribuir
Quero para isso poder lutar
Dizem que a Anarquia é um delírio
Porque o oceano é infinito
Ou ainda, que no fim dele há um abismo
Mas eu não acredito nisso
Tendo a história por piso
Vejo que navegar é preciso
Me junto àqueles malditos
Amaldiçoados por pensarem além
Perseguidos ou tratados com desdém
Difícil é ser um deles também
Olho para o mar,
não posso sozinho nadar
Pois assim só irei me afogar
Sem muito longe conseguir chegar
É necessário um grande mutirão
Saio então a chamar a população
Vamos organizar uma grande expedição
É preciso construir e tomar navios
Para atravessar os mares bravios
Carpinteiros, marinheiros,
cada um de nosso meio
Vamos nos organizar
Para o mais rápido poder zarpar
Com velas alçadas o vento nos impelirá
O céu estrelado nos guiará.
Não se assustem companheiros,
pois que esse céu inteiro
Só reflete o que tem em nosso peito
O vento na verdade é de liberdade o desejo
As estrelas e os ventos, encontramos em nós mesmos.
Poesia Insubmissa
Porque eu a escrevo?
É expressão de teimosia,
da revolta a que me atrevo
É de liberdade uma canção
a conclamar um mundo novo
É uma singela contribuição
que ofereço a este Povo
É ante o mundo da degradação um lamento...
e uma apologia à subversão desse jogo
É uma tentativa de fazer da poesia vento...
e um desejo de trazer nos versos fogo
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