Esse mundo sempre a sufocar
E eu ali sem concordar
Mas para conseguir a sobrevivência
A mim mesmo era preciso negar
Tinha que aguentar a existência
Que corrói minha essência...
Por liberdade sempre a gritar
O estudo e o trabalho a oprimir
Um banquete pra me alimentar
Goela a baixo devo empurrar
Muitas coisas fui obrigado a engolir
Mas me recuso porém em as digerir
Na cara dessa sociedade elas hão de voltar
Não da forma bonita
Como na mesa estavam a apresentar
Mas cortada, mastigada, engolida
Para seu conteúdo verdadeiro mostrar
Que a outros venha a enojar esse vômito
Para que também de seus estômagos
para fora venham tudo colocar
Ainda a tempo de não se contaminar
com toda essa porcaria que nos fizeram alimentar
E não é pois esse alimento
que ao corpo dá o sustento
é comida ideológica
Que naturaliza o poder
Que escraviza ao que comer
A reproduzir do sistema a lógica
a mesma que o irá esmagar
Como podem aceitar ?
É tortura física e psicológica
Ou a continuam tolerar
Ou se colocam contra ela a lutar
Só na segunda opção
É a que alguma solução
Poderão os povos conquistar
junho-2011
Que venham novos ventos
Esse é um poema em dedicatória
Aos ventos que sopraram outrora
Que fizeram passagem notória
Para soprarmos também já é hora
Ventos são de intentos luminosos
A escuridão? A querem em destroços!
Mesmo em trevas eles fazem trajetória
Afirmando que pela luta existe escapatória
Que os Trabalhadores podem fazer a aurora
Nesse mundo que ao ser humano deteriora
Novembro
2011
Aos ventos que sopraram outrora
Que fizeram passagem notória
Para soprarmos também já é hora
Ventos são de intentos luminosos
A escuridão? A querem em destroços!
Mesmo em trevas eles fazem trajetória
Afirmando que pela luta existe escapatória
Que os Trabalhadores podem fazer a aurora
Nesse mundo que ao ser humano deteriora
Novembro
2011
Assinar:
Comentários (Atom)

